Webmaster: Nome e local de Nascimento?
Toni Platão: Nasci Antonio Rogerio Coimbra, assim mesmo, sem acento gráfico no Antonio ou no Rogerio, no Rio de Janeiro em 02 de março de 1963 as 19:30h.
Filho de Antonio Maria MacDowell Coimbra e Anamaria Motta Reis Coimbra, depois Cysneiros.
W: Como surgiu a musica em sua vida? Foi na infância ou um pouco mais tarde?
Toni: Sempre tive muita musica em casa. Nenhum musico na família mas uma avo completamente apaixonada por Roberto Carlos, um tio que ouvia opera o dia todo e um “paidastro” (Luiz Fernando Cysneiros, segundo marido da minha mãe e quem me deu meu primeiro violão no meu aniversario de 17 anos) com uma imensa coleção de discos de jazz, rhythm & blues, pop americano e MPB. Pelos doze anos de idade, entrei numa loja e comprei meus dois primeiros LPs: uma coletânea do Elvis Presley e “Maravilha de Cenário” do Martinho da Vila. Durante os anos seguintes, a segunda metade da década de setenta, muitos discos de samba-enredo e trilhas nacionais e internacionais de novelas provenientes da minha mesada chegaram pra conviver com harmonicamente com a discoteca de casa. Nessa época queria ser jogador de futebol e mesmo fissurado por Roberto Carlos e Elvis Presley não pensava em cantar. Sequer cogitava essa possibilidade. Mas já adorava aquele universo ali, aquele som saindo da vitrola.
W: quais as primeiras “coisas” que ouviu com entusiasmo?
W: e ser músico, como e quando surgiu?
Toni: Meu entusiasmo com musica vem desde a infância mas só mais tarde veio o desejo, a vontade, a necessidade de fazer musica. Foi quando assisti “The song remains the same” e ouvi e vi o Jimmy Page tocando guitarra daquela maneira. Não sabia que podia cantar mas quem sabe tocar guitarra eu poderia aprender. E essa vontade/necessidade coincide com o violão que acabara de ganhar de aniversario. Comecei então aulas de violão. Daí veio o Hojerizah e eu estou eu aqui faz um bom tempo, fazendo som.
W: Como passou de tocar guitarra para Cantar?
Toni: Logo na primeira semana de aula na faculdade de jornalismo conheci Manolo Kaos, conversa vai conversa vem descobrimos que estávamos ambos querendo montar uma banda. Ele cantava e tinha um amigo, Flavio Murrah, que tocava muita guitarra e tinha ótimas canções. Eu começava a tocar guitarra e tinha um amigo, Marcelo Larrosa, que tocava baixo. Pronto, formou o Hojerizah, nome dado pelo Manolo. Meio ano depois, duas semanas antes do nosso primeiro show, Manolo decidiu que queria mesmo ser jornalista, que a gente estava levando aquilo a serio demais etc... lembro que fizemos um ou dois testes com amigos do Flavio mas nada rolou. Flavio e Marcelo então olharam pra mim e disseram que eu enquanto guitarrista-base da banda era quem deveria cantar. Fiz esse primeiro show tocando e cantando pra imediatamente parar de tocar e apenas cantar.
W: conte-nos, como passou de Coimbra a Platão.
Toni: Sempre fui chamado de Toni, desde que me entendo por gente. Ao entrar na faculdade de jornalismo, onde o Hojerizah foi formado, comecei a ser chamado de Platão por discordar debochadamente das teorias do próprio na primeira aula da cadeira de filosofia. E como os amigos da faculdade formaram o primeiro publico da banda, tive que juntar o Toni ao Platão por conta dos cartazes que a gente fazia pros shows aonde vinham escritos os nomes da gente, os integrantes da banda.
w:acabou de gravar um DVD que sai em Breve. cert0?
pros que estão em casa, que é como se chama o dvd, chega as lojas cinco de dezembro.
foi gravado das 13h até 3:45h do dia seguinte em abril passado. gravamos em parceria com o canal Brasil e estamos lançando em parceia com a EMI Music.
w:fale-me do DVD e quais os planos para o futuro?
O DVD tem direção de Gringo Cardia, fotografia de Marcia Ramalho. sob uma concepção pouco usual pro registro de uma performance ao vivo.
Toco com minha banda nova, estamos juntos tem quase dois anos. Sergio Diab é o produtor musical. Faz violão, guitarra e vocal. Bruno Wanderley é o baterista, Wlad o baixista e Rodrigo Ramalho faz o acordeom e vocal. Dado Villa-Lobos e Fausto Fawcett, parceiros de longa data e Zelia Duncan, uma parceria que agora pra minha felicidade começa, são os convidados pra cantar comigo. E Mará, grande acordeonista, que já fez show conosco, no violoncelo é o convidado especial numa das faixas que divido com Zelia. Nossa idéia e nosso desejo é ir com o show pra estrada e tocar o máximo possível.